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Países tomam medidas restritivas contra o coronavírus
Saiba o que os governos ao redor do mundo têm feito para conter a propagação

Por Caio Ponce de Leon Ribeiro Freire em 17 mar. 2020 - atualizado em 13 ago. 2020

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Pessoas andam com proteção na Champs Élysées em Paris. Fonte: aljazeera.com

O novo coronavírus que surgiu originalmente em Wuhan, na província de Hubei na China, espalhou-se pelo mundo e já afeta o cotidiano de milhões de pessoas ao redor do globo. O DPolitik informa você sobre as medidas tomadas em alguns países. Veja abaixo:

Itália

Na Itália, o centro da pandemia na Europa (+27 mil casos em 17 de março), o país tem fronteiras fechadas para os demais países e circulação livre proibida em seu interior. É proibido aos cidadãos sair de casa sem ter um motivo específico e justificável - como ir ao supermercado. Escolas, universidades, igrejas, museus, bares e outros locais de negócio estão fechados e até mesmo casamentos e funerais foram proibidos.

Os que são pegos descumprindo as regras devem pagar altas multas e correm o risco de pegar até três meses de cadeia.

Alemanha

A Alemanha, o segundo país europeu com mais casos (+6 mil na escrita deste artigo), fechou suas fronteiras com a Dinamarca, França, Luxemburgo, Suíça e Áustria. A entrada no país é liberada apenas aos nacionais alemães e às pessoas que trabalham no país, mas vivem em um desses países. O tráfego de produtos não foi afetado e caminhões ainda podem passar pela fronteira. No país, aconselha-se o isolamento social, ou seja, não é necessário ficar em casa, apenas manter distância das pessoas - mesmo em ambientes abertos como parques.

Escolas e universidades tiveram as aulas suspensas até meados de abril. Cinemas, bares e negócios onde pode haver aglomeração de pessoas também foram fechados.

Estados Unidos

Nos EUA, o governo americano baniu por 30 dias voos vindos de vários países da Europa a fim de conter o vírus. Americanos e residentes ainda poderão regressar ao país. Parques como a Disney, Universal, assim como outros locais de grandes aglomerações como teatros da Broadway, monumentos como a Estátua da Liberdade, foram fechados. Em 17 de março, iniciou-se o fechamento da cidade de São Francisco, sendo adotadas medidas de restrição de circulação parecidas àquelas da Itália. No tempo de escrita deste artigo, os EUA contavam com mais de 5 mil casos confirmados.

Argentina

O governo argentino resolveu fechar suas fronteiras com seus vizinhos do cone sul (Brasil, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai) até o dia 31 de março. Os argentinos ou residentes do país poderão voltar, mas estrangeiros são barrados de entrar no país. Qualquer pessoa que tiver confirmado a infecção pelo novo coronavírus deverá isolar-se em casa - o não-isolamento pode causar punições penais. Voos com origem na Europa, EUA e China foram suspensos. Aulas foram canceladas e parques nacionais foram fechados. O país conta, em 17 de março, com 68 casos.

União Europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von ver Leyen, declarou em 16 de março que o bloco imporá um fechamento de suas fronteiras durante 30 dias, impedindo que qualquer pessoa que não tenha uma viagem "necessária" para a UE seja proibida de entrar. Em 13 de março, o diretor-geral da OMS declarou que o continente tornou-se o novo centro da pandemia do novo coronavírus.

Peru

O governo peruano declarou o fechamento total de suas fronteiras terrestres, marítimas e aéreas na segunda (16/03) impedindo que qualquer pessoa entre ou saia do país. Os transportes entre as províncias do país também foi interrompido, segundo o ministro do interior, Carlos Morán. As medidas têm prazo de 15 dias a partir do início das restrições.

Chile

Assim como o Peru, o governo chileno decidiu fechar suas fronteiras terrestres, marítimas e aéreas para o trânsito de pessoas estrangeiras. A medida, porém, não afeta o tráfego de produtos que continua sem interrupções. Os chilenos ou residentes poderão entrar no país, mas terão que manter-se em quarentena obrigatória de 14 dias. Os eventos que juntem pessoas não poderão contar com mais de 50 participantes e apenas em casos de eventos ou atos públicos "estritamente necessários".

Brasil

Os ministros da Justiça, Sérgio Moro, e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, declararam na terça (17/03) que pacientes que descumprirem a quarentena determinada pelo poder público poderão ter prisão decretada. A contravenção, já publicada no Código Penal no mesmo dia, é caracterizada como "crime contra a saúde pública" e pode gerar multa ou reclusão de um mês a um ano. A pena pode ser agravada se o infrator for funcionário da saúde pública ou é médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro.

Mais em: coronavírus, fronteiras, isolamento